O Mulherengo

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Ele se acomodava no bar da piscina, comendo amendoins e tomando seu primeiro copo com whiskey. De repente, ele viu uma lida mulher vestida de vermelho – sua cor favorita – no balcão da recepção. Ele mirou seu olhar nas lindas pernas daquela mulher, enquanto ela falava com a recepcionista do hotel. Parece que já vi essa mulher, e ela vai ser minha agora, ele pensou. Esse comportamento era “normal” para ele. Ele via e queria imediatamente.

Assim , ele se levantou e foi como um raio na direção da mulher de vermelho.

– Olá! Eu acho que a vi esta tarde saindo da Universidade com uma pressa danada. Nem deu para reparar o quão botina você é. Ah! Meu nome é Antonio Cláudio e sou professor naquela Universidade. E você? Não! Eu estou comendo alguma coisa e tomando um drink. Me acompanhe, preciso conversar, conhecer você.

Antonio usou todo o seu charme. Não deixou saída para ela.

– Sim, obrigada! Me dê um minuto, pois tenho de deixar algumas coisas no apartamento e quero lavar meu rosto, ela disse.

– Sem problema! Estarei esperando você no bar da piscina. Não troque de roupa, vermelho é minha cor favorita, ele disse.

Ela ficou surpresa. Não podia ser. Não estava acreditando.

– Oh! Meu Senhor! Existe algo melhor do que uma mulher sexy, agradável, com cheiro gostoso, cabelos Chanel e uma pele dourada e macia? Não! Não existe, exclamou Cláudio.

Não está tarde. Que tal um banho de piscina depois. Ela está no papo, pensou Cláudio.

Vinte minutos mais tarde, ela aparece no bar.

– Olá! Muito prazer. Meu nome é Karina e sim eu trabalho na Universidade. Sou a nova Diretora Geral. Estou procurando uma casa para morar. Você parece bem! Me conte de você um pouco.

Cláudio levou um choque. Sempre tomava a iniciativa. Parecia que ela já o conhecia. Cláudio ficou sem jeito pela primeira vez com uma mulher.

– Bem, eu sou professor lá na Universidade. Leciono Gestão de Negócios, disse Cláudio.

Ela me pegou, ela me conhece. Como? De onde? pensou Cláudio. – Deixe-me perguntar Karina: – você me conhece?

– Esta pergunta é minha Cláudio, disse Karina.

– Não!!!!!! Isto é impossível. Você é a Kaka. Começamos a trabalhar juntos em outra empresa. Eu não posso acreditar!! Oh! Como está Kaka, perguntou Cláudio.

– Bem, eu estou aqui com meu ex-namorado que dizia que me amava que eu era tudo para ele e depois me trocou por outras. Eu sofri muito. Perdi nosso bebê, mas eu nunca desisti. Eu sei que você é casado, tem uma filha e eu vivo para o meu trabalho. Mas, estou com namorando.

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– Eu lamento muito, muito mesmo. Perdoe-me, disse Cláudio.

– Veja Cláudio. Eu estudei todos os CV dos professores. Você é muito bom e tem uma linda família. Posso sentir que sua esposa o ama. Pare com esse vício, essa molecagem, você já é adulto e tem responsabilidades, tem pessoas que o amam de verdade. Não estrague seu casamento, sua família por bobagens. Ter uma família, um lar é muito importante, disse Kaka.

– Você está certa Kaka. Primeiro quase destruí a sua vida. Agora estou arruinando minha família. Acabou! Não quero mais essa vida, disse Cláudio.

– Eu vou lhe dar uma ordem e um conselho. A ordem é pare com isso. O Conselho é dê importância a sua familia, ame a sua família. Eu sei o que estou falando, disse Kaka. Nos vemos na Universidade, completou Kaka.

Sim! Está certo! Kaka, obrigado pela lição, disse Cláudio.

Fim!

Obrigado, Leitor(a)!

Eu não quero convencer a ninguém, isto seria uma falta de respeito (Saramago, 1922 – 2010)