Um Olhar sobre a Gravidez Infantil no Brasil

A gravidez infantil no Brasil não é um fenômeno recente. Já vem de longa data e, mesmo estando mais concentrada na camada social mais pobre é, também, uma característica das classes sociais mais abastadas.

Nas classes mais pobres esse fenômeno gera mais pobreza, interrupção de uma vida infantil normal – a criança passa a ser mãe de outra criança – destruindo sonhos de uma vida melhor já na tenra idade. As desigualdades sociais que geram a pobreza explicam uma parte desse fato. Crianças pobres são tratadas como mercadorias sexuais, sendo que os pais, nesse sentido, entregam ou vendem suas filhas para fazer sexo com adultos doentes, em troca de dinheiro para a sustentação mínima da família.

Afinal, os pais ganham na troca e ganham dinheiro com a política assistencialista das Bolsas que o governo (contribuinte) concede. Assim, quanto mais o número de pessoas nas famílias pobres mais assistencialismo. Mais, tem outro argumento que é secular. A classe política adora pessoas pobres por serem ignorantes, despolitizadas e, assim, em troca de uma cesta básica, ganham os votos dessas pessoas e…as eleições para perpetuar esse crime contra a humanidade.

Já nas classes mais abastadas a idade dessas mães infantis sobe. São adolescentes que por instinto ou “por amor” engravidam. Aqui, falta a presença dos pais na educação sexual de seus filhos. É engraçado, se não fosse trágico, o fato de adultos, casados ou companheiros, no clímax de um amor mundano quererem colocar filhos no mundo como se fosse brinquedos. Os filhos são lindos no início, mas, como todo brinquedo logo são descartados. Os pais não querem mais brincar e esquecem suas responsabilidades para com os filhos.

Basta dar uma olhada nas clínicas clandestinas que fazem aborto e compará-las com um verdadeiro abatedouro apinhado de gente da classe média para cima. Aqui se trata de irresponsabilidade dos pais que não alertam e educam os filhos para os problemas de uma gravidez nessa fase da vida. É outro crime contra a humanidade.

Falta o conceito de paternidade responsável. Ter filhos, em troca de poucos minutos de prazer, não é como ter brinquedos. Exige responsabilidades e cuidados para o resto da vida. Infelizmente, milhares de pessoas têm filhos apenas por caprichos e pelo autoengano de uma felicidade de formar uma família. Mas, os pais esquecem que não são só os momentos de prazer, a felicidade do parto, mas que tudo isso envolve uma questão de educação e cuidado por muitos anos.

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Quando percebem isso, jogam o brinquedo para o lado e entregam sua educação para terceiros como a empregada doméstica e a escola. A última, não é para esse tipo de educação, mas para instruir. E a empregada doméstica não tem esse dever. Os pais não pode fugir às suas responsabilidades. Mas, fogem.

Como resolver essa situação se o que foi descrito faz parte dos valores dos brasileiros. Eu diria, da falta de valores do povo brasileiro que – uma analogia – elege políticos sabidamente corruptos, jogam lixo no meio da rua, não assumem suas responsabilidades, querem sempre mais, fazendo cada vez menos. Não existe corrupto, sem corruptor! Sonhos de milhares de crianças são destruídos por falta de uma paternidade responsável. Aqui, é cada um por si e exigem que o governo – com políticas assistencialistas – seja por todos.

Os estrangeiros fazem chacota com os brasileiros dizendo que o Brasil é o país do futuro (futuro que nunca chegará, eles sabem). Eu vou além, o Brasil é um país sem futuro! Não há saída se não mudarmos nossos valores e mudança de valores envolve dor e sofrimento.

“Não tenho a intenção de convencer a ninguém. Seria uma falta de respeito.” (José Saramago, 1922 – 2010)

Obrigado!