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Livre como um Pássaro

O objetivo deste post é discutir o que é ser livre e por consequencia liberdade. É uma discussão que vem desde A.C. Mas, vamos ficar na modernidade. Liberdade, do latim Libertas ” é a condição daquele que é livre, capaz de agir de si mesmo.”

O dicionários Houaiss apresenta 21 definições para a palavra livre. Na primeira diz que “é aquele senhor de suas ações.” As duas definições se parecem: “agir e senhor de suas ações.”

Nesse ponto é bom citar Freud (1856 – 1939) quando disse “não somos senhor nem dentro de nossa própria casa.” (grifo nosso).

Comparações à parte, gostamos de dizer que somos livres e que a liberdade é um dos ou o valor maior da sociedade.

Gostamos de pensar que somos livres. Livres para amar, para ir e vir, para almoçar no restaurante y e não no X, livre para casar, separar, ter uma família, escolher nossas profissões, escrever um livro. Por trás de tudo isso, existe uma história, uma cultura.

Aqui tenho de fazer uma digressão. Schopenhauer (1788 – 1860) escreveu um pequeno livro chamado A Arte de Escrever. Um uma das passagens ele diz “leia, leia bastante, mas não ao porto de escrever o que você leu.” Pense sobre essa passagem e liberdade, em ser livre como um pássaro.

Voltemos! Então gostamos de ser livre, de liberdade, de achar que nossas atitudes, o que pensamos ser originais-originantes, isto é, algo que se fez a si mesmo, sem história, sem vivência em sociedade e sem o que digo que Eu sou apenas no Outro. Mas, sem o Outro que também sou Eu, não sou, não sinto, penso, não ajo, não sou “livre.”

Somos o espelho da sociedade – e que bom(?) – e, dessa forma não podemos ser livres, mas podemos ser livres se considerarmos que somos Eu e o Outro. Esta é a nossa amplitude de liberdade. O contexto, a história, a educação, etc. Não, não conheço nenhum pensador que tenha tido um pensamento original-originante, por exemplo.

Entrando superficialmente sobre estudos da Bília, Deus é livre e senhor da verdade porque se fez a si mesmo. Eu diria que nem ele é livre, posto que criou e quem cria tem responsabilidades. É como ganhar um presente. Você acha lindo, mas acabou de ganhar uma responsabilidade também, uma certa escravidão. O fato é de que não somos livres na forma que gostaríamos de ser. Somos frutos do Eu no Outro e vice-versa, em suma, da cultura. Essa é a liberdade com a qual devemos lidar para sermos livres.

Mas o que o pássaro tem a ver com sito? Nem o pássaro é livre! Ele é obrigado a voar todas as manhãs! E esta talvez seja sua maior expressão de liberdade!

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Obrigado, Leitor(a)!

“Não tenho a intenção de convencer ninguém. Seria uma falta de respeito (Saramago – 1922 – 2010)

Amar é bom! Amar Demais pode Matar!!

Como diz a primeira pate do titulo, Amar é bom!

Quando nos encontramos nesse estado de sentimento, tudo flui com maior alegria, mais energia e aqueles problemas, sim aqueles problemas, não passam mais pelas nossas mentes.

É como esse sentimento não se restringisse apenas às pessoas. Ele vai além e envole nossas expectativas, tarefas, hobbies e auto-estima. Por exemplo, aquela garota está amando fazer seu curso. Nesses momentos as horas não passam para ela. É como se o tempo tivesse parado

E quando nós amamos alguém? Nós tomamos quele banho, escovamos bem os dentes e colocamos àquela roupa especial. E ficamos com pressa para ver o nosso amor.

Nós compartilhamos momentos que parecem ser eternos. Com o tempo podem vir filhos. Eles crescem e o nosso amor por eles se define no sentido de que eles possam caminhar felizes com as próprias pernas. Esses são amores emocionalmente sadios e basta dizer: Eu amo você!

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O que vai além de “Eu amo você!” é perigoso. Tenho medo quando alguém diz “eu estou apaixonada por você!” Paixões são mundanas e levam você para um labirinto sem o fio de novelo dado por Ariadne para que você possa escapar. As únicas coisas que sentirá é desespero e dor.

Então deveríamos ficar apenas no “Eu te amo!” Mas não, iludidos pelas aparências, embriagados pelo canto das sereias, criando projeções e idealizações nós queremos mais. Mais daquilo que vai nos acorrentar.

Amar tem limites como tudo na vida.

Eu me lembro quando minha filha me pedia para ir à festas que eu sabia que não eram para a idade dela. Eu usava todo o meu arsenal lógico e emocional e sempre ouvia: “Mas, pai, todas as minhas amigas vão estar lá!” E eu replicava que ela não iria porque eu era responsável pela segurança física e emocional dela. “Um dia você vai me entender!”

Poucos anos mais tarde ela entendeu. Valeu à pena! Mas nesses momentos do NÃO necessário, minha filha ia para o quarto chorar. E eu? Eu também! Mas era o meu dever!

A palavra “Não” que muitas pessoas e sociedades permissivas condenam é, na maioria das vezes, uma prova de amor porque ela machuca quem a diz. Apessoa que diz “NÃO” por amor sofre tanto ou mais que a pessoa que ouviu essa palavra.

Nós devemos Amar, mas temos que ter em mente nós mesmos, o Outro(a), o contexto e a realidade. Quando pais fazem tudo por seus filhos. Quando casais se amam, mas com traços de dependência, nós podemos observar que alguém nesses relacionamentos perdeu sua auto-estima e a força de sua vontade, do seu caráter. Mais importante, perdeu seu senso de self. Isso para mim não é amor, é doença.

Então, nessas formas o Amor Pode “Matar!” Ele pode matar a nós mesmos e a quem “amamos”. Assim, aceitamos a vida como ela é. Mas o que fazer? Amor é sentimento, mas é também uma reflexão sobre si mesmo, sabendo que existem limites que devemos observar.

Consequentemente, nós devemos amar sem colocar grilhões no ser amado, mas, ao contrário, amar significa caminhar de mãos dadas. Não estou dizendo que de mãos dadas é um grilhão. Ao contrário, significa respeito pelo outro (a) e principalmente um compartilhamento de propósitos de vida. Sem um propósito de vida, mesmo de mãos dadas, cada um vai para uma direção. Respeito e propósito são as alianças de um relacionamento.

“Eu não tenho a intenção de convencer a ninguém. Isso seria uma falta de respeito.”(José Saramago, 1922 – 2010).

Obrigado Leitor(a)!