Procurando por Ela – Parte I

Eu a esperava do lado de fora da Igreja. Não consigo entrar nesses lugares. Para mim trata-se de um história mitológica. Bem, eu queria, eu precisava falar com ela. Era é uma questão de vida ou morte reconquistá-la. Fui um canalha com a única mulher que amei. Esquece Toni, lá vem ela. Quando a vi estava saindo com amigas. Nossa! Meu coração explodiu em emoção e sentia que sangrava de medo. Será que ela ia me dar uma chance? Casada não estava porque eu sabia. Tinha investigado. Bom! Eu a quero e ela vai ser minha e agora pra sempre!

Ela me viu. Faz que não reconheceu. Mas dava pra ver que seu corpo tremia. Usava um conjunto de cor caqui be clarinho e o sapato também. A saia ia até os joelhos. Manga curta cobrindo até um pouco mais do ombro. Sabia que estava olhando disfarçadamente para mim.

Começou a sair em direção a estação de ônibus. Parei na sua frente e a segurei pelo braços com força e disse – “Eu te amo e você será a minha mulher”. Tentei beijá-la mas ela se esquivou, mas a abracei com carinho e ela não resistiu.

Estávamos com os rostos e os corpos colados quando ela me empurrou e disse: “Seu dinheiro compra tudo, até descobre aonde vim morar. Mas ele nunca me comprou. Vá embora!” Eu disse “Clair eu tenho muito pra te dizer, pra me desculpar, pra te explicar meu jeito. Não pense mal de mim, aluguei a única suíte no hotel. É cedo, ainda, vamos tomar café. Se você não acreditar em mim, eu vou embora, mas sinto que nos amamos e, não sei explicar, sinto que há mais alguém em nossas vidas”. Clair o que descobri de mim mesmo vai mudar tudo. Quero você. Por favor tome café comigo, disse Toni.

Escondendo seu amor ela aceitou, mas disse: – “Se você me tocar eu grito e te bato. Se você me tratar como as centenas de mulheres que já teve eu vou embora”. Claro que queria fazer amor com ela, mas não era o momento. Era o momento de dizer o que descobri, pensou Toni.

Levamos menos de cinco minutos para chegar ao único hotel daquela cidadezinha. Quando entramos na suíte e ela viu rosas na cama e tudo mudou. – É assim o café da manhã? Você sempre colocava rosas na cama. Eu sou seu café da manhã, perguntou Clair.

– Não Cair, eu disse. É só para lhe agradar.

– Você e seus capangas teem me espionado nos últimos tempo. Diga a verdade, disse Clair.

– Meu pessoal encontrou você. Tiraram fotos. Tem algo estranho nessas fotos. Uma menina de uns quatro anos. Pensei que fosse filha do seu irmão que mora com a esposa na fazenda também. Mas, quanto mais fotos, percebia que ela ficava o tempo todo com você. Clair, se não sabe, você foi a única mulher que fiz amor sem proteção. Amava você e não sabia. Tenho certeza de que ela é minha filha. Você não teve outro homem, eu sei. Eu quero vê-la, conhecê-la, assumir a paternidade.

Photo by Johan Bos on Pexels.com

– Bastardo!!! disse Clair. Você continua o cretino de sempre. – Ela não é sua filha. É minha sobrinha, disse Clair. E continuou a me insultar, humilhar, ameaçar, chegou a levantar a mão para me esbofetear, mas parou e chorou. Não deixava eu me explicar. Verdades atrás de verdades sobre o meu passado em que simplesmente comprava as pessoas, especialmente mulheres. Mas, interessante, as mulheres eu não precisava comprar, precisava mentir. Foi o que fiz com Clair. Mas tudo hoje tem uma explicação, uma justificativa. Ela não me deixava falar, minha visão foi ficando turva.

Fingi que não estava acontecendo nada, mas minha mão esquerda, meus braço começaram a tremer. Minha cabeça parecia pesar uma tonelada e ela não reparou em nada tamanho o ódio pelo que fiz com ela.

– Clair… Clair balbuciei.

Toni caiu como uma pedra.

Clair ficou completamente sem saber o que fazer. Então correu para a recepção do hotel e falou com a recepcionista, Mara, sua amiga, dizendo para chamarem uma ambulância urgente.

Fugiu correndo para a parada de ônibus a fim de voltar para casa.

– Canalha! Canalha! gritou Clair tão alto que o pessoal do hotel ouviu. Meu Deus o que eu fiz. Nem dei chance para ele falar. Senhor, proteja o meu amor, clamou Clair. Ela viu a ambulância chegar e Toni estava desacordado quando entrou no veículo. Estaria morto? Quando a ambulância saiu com Toni, ela voltou ao hotel e perguntou para Mara sobre Toni. Mara disse que ele estava desacordado, e que respirava com dificuldades. Era um caso de vida ou morte disse Mara.

Photo by Ian Panelo on Pexels.com

O olhar dela mudou. Sem brilho. Não era possível ver mais seus lindos olhos azuis que tanto Tony adorava

Photo by Jonaorle on Pexels.com

Ela ligou para a Mãe dizendo o que aconteceu e que iria atrás de Toni. Chegando ao Hospital ela ficou sabendo que Toni teve um AVC. Os médico aplicaram os primeiros socorros e um deles disse que não sabiam o grau e a extensão do evento. Já tinham chamado um helicóptero ambulância para levá-lo a uma cidade mais desenvolvida a fim de ser adequadamente tratado. Toni lutava contra o tempo.

Photo by Mau00ebl BALLAND on Pexels.com

Clair pegou o tem para a cidade grande, para onde Toni seria levado.

To be continuous. Next week!

Procurando por Ela – Último Capítulo

Quando ela chegou ao Hospital da cidade grande foi direto falar com os médicos que já haviam feito todos os procedimentos visando estabilizar a saúde de Toni. Clair ficou sabendo que Toni teve um AVC e que estava inconsciente e com a parte esquerda do corpo paralisada.

– Por quanto tempo ele ficará inconsciente, perguntou Clair.

– Nós não sabemos. Pode acordar ou viver assim para sempre e, neste caso, existe quase certeza de morte prematura, disse o médico chefe da equipe.

Durante seis meses Clair ficou com Toni, na esperança dele acordar. Nada! Ela sabia que tinha de voltar para sua casa, sua família. Ela viria todos os fins de semana. Num momento de sentimento de despedida Clair disse: estou rezando por você, meu amor e explodiu, Acorde!! Acorde!!

Durante três meses ela foi vê-lo aos fins de semana. Um dia ele não estava mais lá! Pensou na morte. Mas um dos médicos disse que pessoas o levaram de madrugada e que estavam em vários carros pretos. A segurança não pode fazer nada e até o momento a polícia não tinha pistas.

Clair não conseguiu disfarçar um sorriso. Ela sabia que os “capangas” de Toni vinham aqui todos os dias até que ele acordou. Planejaram a fuga. Toni está em algum lugar. Vivo!!!!

Clair procurou Toni por um mês inteiro, Ninguém sabia informar, ou não podia. Foi a tempo em que fez fisioterapia em uma clínica em que apresentou documentos falsos. Durante esse mês conseguiu voltar a andar com a ajuda de de uma bengala, recuperou parte dos movimentos do braço e não sofreu qualquer lesão cerebral, isto é, sua razão e memória foram preservadas.

– Senhoras e Senhores acionistas, como Presidente do Conselho de Administração e fundador desta Companhia informo – o que vocês já ficaram sabendo – que vendi todas as minhas ações. Chegou minha hora de viver! Meu muito obrigado e desejo toda a sorte mundo. Adeus!

Ele pegou um Trem de Alta Velocidade e foi na direção que seus “capangas” amigos disseram onde estaria Clair. No meio da viagem um medo lhe sobressaltou. Ele teve um pressentimento da menina que não largava Clair. Seria sua filha? E se fosse e Clair não quisesse nada com ele?Ele não podia se estressar! Pensou que tudo iria dar certo, relaxou e dormiu já que estava sobre efeito de analgésicos.

Depois de passar por uma cidade média onde pegou outro trem, chegou no Vilarejo onde Clair dava aulas e seu irmão e cunhada tocavam uma pequena fazenda. Já sabia a direção, foi de ônibus, era domingo. Após uma hora de viagem pode ver a fazenda. Clair estava brincando com a garotinha e um cavalo. Tinha de ser sua filha. Tomou mais um analgésico. Depois que Toni fugiu do Hospital, Clair não soube de mais nada. Vivia com medo, porque ele simplesmente desapareceu, apesar de saber que estava nas mãos dos “capangas”.

Photo by Tatiana on Pexels.com

Mamãe, olhe! Um homem doente está vindo para cá, disse Katherine!

Clair olhou.

Eu sabia que um dia você viria, gritou Clair.

Ela correu até o portão e deu um longo e carinhoso abraço e depois beijou Toni.

Senhoria Clair, eu estou procurando trabalho. Não tenho mais nada, disse Toni.

OK! que tal o emprego de meu marido, perguntou Clair.

Obrigada Senhorita Clair e os dois gargalharam junto. Veja o meu corpo, o lado esquerdo, está machucado e não enxergo com o olho do mesmo lado. Tem certeza de que quer casar comigo, perguntou Toni.

Tenho!!! Você ficará melhor aqui. Eu sempre te amei Toni, disse Clair.

Amo você, Clair! Eu vendi tudo, apenas guardei o dinheiro para a Universidade da nossa filha – eu sei que ela é minha filha, Clair. Eu posso sentir! – e para ajudar a desenvolver a fazenda, disse Toni.

– Ela é minha filha, não é Clair, perguntou Toni. Acabe com esse meu sofrimento, Clair, disse Toni.

– Sim! Ela é nossa filha. Se chama Katherine. Os dois, chorando, se abraçaram e se beijaram como nunca. Eu quero abraçar minha filha agora Clair, disse Toni.

– Katherine, você sempre quis conhecer o papai. Toni é seu papai. Mamãe, Carlos, Clara este é o Toni.

Como uma explosão emocional, Katherine abraçou seu pai e chorava de felicidade. Ela agarrou a perna esquerda de Toni como se quisesse protegê-lo.

– Papai, porque você tá machucado, perguntou Katherine.

Eu digo mais tarde minha garotinha. Agora, eu estou morrendo de fome. A viagem foi longa, disse Toni.

Clair e Katherine beijaram Toni. Filha, o nome do papai é Anthony. Mas, chame de Toni ou papai, disse Clair.

– Hora do almoço, disse Dona Catarina, mãe de Clair. 

– Vamos meu querido. Esta é a sua casa agora e sempre, disse, Clair

É verdade papai. E depois do almoços vamos tomar banho no rio e andar a cavalo, disse Katherine.

– Siiimmmmm! Exclamou Toni. Quero brincar com minha filha, disse.

– Clair, à noite quero lhe contar tudo e pedir desculpas. Preciso contar para você entender, disse Toni.

– Não é preciso meu amor, eu já entendi. Você está cansado. Não quero remoer isso. Você mudou e está aqui. Saiba que sempre fui sua. Quero ser sua esta e todas as noites, disse Clair.

– Clair! Sinto que você nunca vai me deixar. Tive muitas mulheres e sempre com esse trauma. Então, antes que ela me “deixassem” eu as deixava. Até que conheci você. Deixei você e não deixei. Hoje, tenho confiança, venci o trauma com você. Sei que vamos viver juntos para sempre. Ah! Eu quero que você me dê outra filha, Sophia. Vamos começar hoje, disse Toni.

– Eu já imaginava o seu trauma e como disse, eu sou sua, disse Clair.

– Sim Toni! Vamos ter mais uma filha!!!! Você acaba de me fazer a mulher mais feliz do mundo, disse Clair.

The End!

Você gostou, Sophie, perguntou Cláudio.

Sim!! Agora vamos ver Kath e colocá-la para dormir. Já é tarde. Amanhã leremos a estória para ela.

Sim, meu amor, disse Cláudio, e a beijou. Mas, qual vai ser o nome da estória, perguntou para Sophie.

Procurando por Ela, disse Sophie.

Katherine! Clair! Mamãe! Vamos logo. Nós temos de entregar cedo esses doces na padaria, disse Toni.

Papai! Nós estamos terminando os doces. Sem pressa, por favor Papai, disse Katherine.

Photo by julie aagaard on Pexels.com

Hum! Mulheres! Ah! Eu amo minhas mulheres! Minha família! E vem mais uma, Sophia, pensou Toni.

Eles foram à padaria e Katherine vendeu todos os doces. De volta para casa ela disse que ia guardar o dinheiro para pagar sua faculdade de Medicina.

Boa ideia! Vamos falar sobre isso com o tio Bob, afinal ele é médico, disse Clair.

A propósito, Clair. O tio Bob poderia nos ajudar a terminar nosso livro. Você disse que ele costumava escrever, lembrou Toni.

Sim! Eu quero saber o que vai acontecer com Cláudio, Sophie e e a filha Kath, disse Katherine.

– Sim, mas qual vai ser o título, perguntou Toni.

Procurando por Ela, disse mamãe.